Nossa Senhora da Saúde

Nossa Senhora da Saúde
Este Ícone de Nossa Senhora da Saúde minha mãe o adquiriu no ano que eu nasci (1946) e está comigo até hoje.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Títulos e orações a Nossa Senhora


Oração à Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil (12 de outubro) - Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida. Mãe de meu Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e Consolação dos aflitos e atribulados, ó Virgem Santíssima; cheia de poder e bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos em todas as necessidades.
Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida, que não se consta que de todos os que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado vossa singular proteção, fosse por vós algum abandonado.
Animado com esta confiança a vós recorro: tomo-vos de hoje para sempre por minha mãe, minha protetora, minha consolação e guia, minha esperança e minha luz na hora da morte.
Assim pois, Senhora, livrai-me de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Filho meu Redentor e Senhor Jesus Cristo. Virgem bendita, preservai este vosso indigno servo, esta casa e seus habitantes, da peste, fome, guerra, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar. Soberana Senhora, dignai-vos dirigir-nos em todos os negócios espirituais e temporais; livrai-nos da tentação do demônio, para que, trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade e do preciosíssimo Sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar e gozar na eterna glória, por todos os séculos dos séculos.
Amém.





Oração à Nossa Senhora da Abadia - Senhora dos Navegantes, Filha dileta de Deus Pai, Mãe de Jesus, nosso Salvador. Esposa do Espírito Santo, eis-me aqui diante de vossa Imagem, para consagrar-me inteiramente a vós.
Trago-vos, Senhora, minha vida, meu trabalho, os sofrimentos e as alegrias, as lutas e as esperanças, tudo que tenho e sou, para oferecer a vosso Filho, ó Maria.
Peço vossa proteção para nunca abandonar a fé Católica sempre fiel a Jesus.
Dai-me força para viver de verdade o amor fraterno e assumir minha responsabilidade de cristão no mundo. Ó Senhora da Abadia, aceitai-me como filho e guardai-me sob o vosso manto protetor.
Amém.



Oração à Nossa Senhora de Achiropita -

 Virgem Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe Achiropita, volvei o vosso olhar piedoso para nós e para as nossas famílias. Através dos séculos, pelos milagres e pelas aparições, mostrastes ser Medianeira perene de graças. Tende compaixão das dificuldades em que nos encontramos e das tristezas que amarguram a nossa vida. Vós, coroada Rainha, à direita do Vosso Filho, cheia de glória imortal, podeis auxiliar-nos. Tudo o que está em nós e em volta de nós, receba as vossas bênçãos maternais. Ó Rainha Achiropita, prometemos dedicar-vos toda a nossa vida para a honra do vosso culto e a serviço de nossos irmãos. Solicitamos de vossa maternal bondade os auxílios em nossas necessidades e a graça de viver sob a vossa constante proteção, consolados em nossas aflições e livres das presentes angústias. Com confiança podemos repetir que, não recorre a vós inutilmente aquele que Vos invoca sob o título de "Achiropita". Amém.


Oração à Nossa Senhora do Amparo -
 
Ó dulcíssima Soberana do Amparo, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco.
Do alto do trono em que reinais sobre todos os Anjos e Santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos! Vêde a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos, até o fim da nossa vida. Pelos merecimentos da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, pedimos que possamos um dia ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos Espíritos celestes, para vos louvar e cantar as vossas glórias eternamente no Céu.
Assim seja.
Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
Amém.

Oração à Nossa Senhora da Anunciação -  

Todas as gerações vos proclamem bem-aventurada, ó Maria! Crestes na mensagem divina e em vós se cumpriram grandes coisas, como vos fora anunciado. Maria, eu vos louvo! Crestes na encarnação o Filho de Deus no vosso seio virginal e vos tornastes Mãe de Deus. Raiou, então, o dia mais feliz da história da humanidade e Jesus veio habitar entre nós. A fé é dom de Deus e fonte de todo bem, por isso, ó mãe, alcançai-nos a graça de uma fé viva, forte e atuante que nos santifica cada dia mais. Que possamos comunicar com a vossa vida a mensagem de Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida da humanidade..
Amém.


Oração à Nossa Senhora Desatadora dos Nós -

Santa Maria, cheia da Presença de Deus, durante os dias de tua vida, aceitastes com toda a humildade a vontade do Pai, e o Maligno nunca foi capaz de envolver-lhe com suas confusões. Junto a Teu Filho intercedestes por nossas dificuldades e, com toda paciência, nos destes exemplo de como desenrolar as linhas de nossa vida. E ao se dar para sempre como nossa Mãe, pões em ordem e fazes mais claros os laços que nos unem ao Senhor.
Santa Maria, mãe de Deus e nossa Mãe, Tu que com coração materno desatas os nós que entorpecem nossa vida, te pedimos que recebas em tuas mãos o(a) (intenção) e que o(a) livres das amarras e confusões com que o(a) castiga aquele que é nosso inimigo. Por tua graça, por tua intercessão, com teu exemplo, livra-nos de todo mal, Senhora Nossa, e desata os nós que impedem de nos unirmos a Deus para que, livres de toda confusão e erros, O louvemos em todas as coisas, coloquemos NELE nossos corações e possamos servi-lo sempre através dos nossos irmãos.


Oração à Nossa Senhora Assunção -
Ó dulcíssima soberana, Rainha dos Anjos, bem sabemos que, miseráveis pecadores, não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas, mas sabemos também que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e, no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir, aumenta cada vez mais para conosco. Do alto desse trono em que reinas sobre todos os anjos e santos, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar, expostos até o fim de nossa vida! Pelos merecimentos de vossa bendita morte obtende-nos o aumento da fé, da confiança e da santa perseverança na amizade de Deus, para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes, para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu.
Assim seja.




Oração à Nossa Senhora Auxiliadora -

(24 de maio) Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós Vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso: do incêndio,da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis. Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante: a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.
Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus e o amor que nutristes para com o Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na Cruz. Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos os que moram nesta casa que Vos foi consagrada.
Assim seja.



Oração à Nossa Senhora do Bom Conselho -

(26 de abril) Ó virgem gloriosa, escolhida por decreto eterno para Mãe do Verbo eterno humanado, tesoureira das graças divinas e advogada dos pecadores! Eu, vosso indigno servo, recorro a vós para que me sejais guia e conselheira neste vale de lágrimas. Alcançai-me, pelo preciosíssimo sangue de vosso divino filho, o perdão de meus pecados, a salvação de minha alma e os meios necessários para obtê-la. Alcançai também para a santa Igreja a propagação do reino de Jesus Cristo em todo o mundo. Amém.




Oração à Nossa Senhora do Bom Parto -
(18 de dezembro) Ó Maria Santíssima, vós, por um privilégio especial de Deus, fostes isenta da mancha do pecado original, e devido a este privilégio não sofrestes os incômodos da maternidade, nem ao tempo da gravidez e nem no parto; mas compreendeis perfeitamente as angústias e aflições das pobres mães que esperam um filho, especialmente nas incertezas do sucesso ou insucesso do parto. Olhai por mim, vossa serva, que na aproximação do parto, sofro angústias e incertezas. Dai-me a graça de ter um parto feliz. Fazei que meu bebê nasça com saúde, forte e perfeito. Eu vos prometo orientar meu filho, sempre pelo caminho certo, o caminho que vosso Filho, Jesus, traçou para todos os homens, o caminho do bem.
Virgem, Mãe do Menino Jesus, agora me sinto mais calma e mais tranqüila porque já sinto a vossa maternal proteção.
Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por mim!




Oração à Nossa Senhora da Cabeça -
(1 de agosto) Eis-me aqui, prostrado aos vossos pés, ó mãe do céu e Senhora Nossa! Tocai o meu coração a fim que deteste sempre o pecado e ame a vida austera e cristã que exigis dos vossos devotos.
Tende piedade das minhas misérias espirituais! E, ó Mãe terníssima, não vos esqueçais também das misérias que afligem o meu corpo e enchem de amargura a minha vida terrena. Dai-me saúde e forças para vencer todas as dificuldades que me opõe o mundo.
Não permitais que a minha pobre cabeça seja atormentada por males que me perturbem a tranqüilidade da vida.
Pelos merecimentos de vosso divino Filho, Jesus Cristo, e pelo amor que a ele consagrais, alcançai-me a graça que agora vos peço (pedido).
Aí tendes, ó Mãe poderosa, a minha humilde súplica.
Se quiserdes, ela será atendida.
Nossa Senhora da Cabeça, rogai por nós.



Oração à Nossa Senhora do Caravagio -
(26 de maio) Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que jamais se tem ouvido que deixásseis de socorrer e consolar a quem vos invocou e visitou no vosso Santuário, implorando a vossa proteção e assistência.
Assim, pois, animado com igual confiança, como a mãe amantíssima, ó Virgem das virgens, a vós recorro, de vós me valho, gemendo sob o peso de meus pecados humildemente me prostro a vossos pés.
Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Virgem do Caravaggio, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de me alcançar a graça que vos peço. Amém




Oração à Nossa Senhora do Carmo -
(16 de julho) Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem trás o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto de vossa fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade.
Nossa Senhora do Carmo libertai as benditas almas do purgatório.
Amém.




Oração à Nossa Senhora da Conceição -
(8 de dezembro) Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e imaculada Conceição pura e sem mancha.
Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus alcançai-me de vosso amado filho e humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza do coração, de corpo e alma, a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa morte, Amém.





Oração à Nossa Senhora da Consolação -
Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria da Consolação, do poder ilimitado que vos deu nosso divino Filho, Jesus, sobre o seu Coração adorável. Cheio de confiança na onipotência de vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio. Tendes em vossas mãos a fonte de todas as graças que brotam do Coração amabilíssimo de Jesus Cristo; abrí-a em meu favor; concedendo-me a graça que ardentemente vos peço.
Não quero ser o único por vós rejeitado; sois minha Mãe; sois a soberana do Coração de vosso divino Filho. Atendei, pois, benignamente a minha súplica; volvei sobre mim vossos olhos misericordiosos e alcançai-me a graça... (pedido) que agora fevorosamente vos imploro.


Oração à Nossa Senhora da Defesa -
Oh! Nossa Senhora da Defesa, virgem poderosa, recorro a vossa proteção contra todos os assaltos do inimigo, pois vós sois o terror das forças malignas. Eu seguro no vosso manto santo e me refugio debaixo dele para estar guardado, seguro e protegido de todo o mal.
Mãe Santíssima, Refúgio dos pecadores, vós recebestes de Deus o poder para esmagar a cabeça da serpente infernal e com a espada levantada afugentar os demônios que querem acorrentar os filhos de Deus.
Curvado sobre o peso dos meus pecados venho pedir a vossa proteção hoje e em cada dia da minha vida, para que vivendo na luz do vosso filho, nosso Senhor Jesus Cristo eu possa depois desta caminhada terrena, entrar na pátria celeste. Amém.


Oração à Nossa Senhora do Desterro -  
 
Nossa Senhora do Desterro, olhai para nós, vossos filhos, apreensivos e inseguros, neste vale de lágrimas, a caminho da Pátria definitiva.
Depois deste desterro, ó Mãe carinhosa, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Nossa Senhora do Desterro, acompanhai-nos na travessia do deserto da vida, até alcançarmos o Oásis eterno, o céu.
Amém.






Oração à Nossa Senhora das Dores -
(15 de setembro) Ó Mãe das Dores. Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida.
Mãe pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida a eternidade.
E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema e assim direi: Jesus e Maria, entrego-Vos a minha alma.
Amém.



Oração à Nossa Senhora de Fátima -
(13 de maio) Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que podemos alcançar, rezando o santo rosário, ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos (pedido).
Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.
Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.


Oração à Nossa Senhora das Graças -
(27 de novembro) Santíssima Virgem, eu creio e confesso vossa santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha.
Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado filho e humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito a perseverança na prática do bem, uma santa vida e uma boa mortem e a graça (pedido).





Oração à Nossa Senhora dos Impossíveis -
Ó Santa Mãe de Deus e também nossa Mãe, nós vos veneramos com o sugestivo título de Nossa Senhora dos Impossíveis, porque sois Mãe de Deus – Virgem e Mãe – Imaculada Conceição; privilégios estes que não foram concedidos a nenhuma outra criatura mas somente a vós.
Ó Virgem Bendita e bondosa, Mãe de Deus e nossa Mãe, humildelmente vos pedimos: socorrei os que passam fome e vivem na miséria, curai os doentes de corpo e de espírito, fortalecei os fracos, consolai os aflitos, pedi pelas vocações sacerdotais e religiosas e transformai as famílias em santuários vivos de fé e caridade, no seio da Igreja.
Pedi pelo Papa, pelos bispos e por todas as autoridades civis, militares e eclesiásticas, para que governem com justiça e amor.
E agora, ó Senhora dos Impossíveis, olhai para nós que fazemos esta novena e alcançai-nos de Jesus, vosso divino Filho, as graças que agora suplicamos (pedido).
Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
Maria, Virgem e Mãe, rogai por nós.
Maria, concebida sem pecado, rogai por nós.
Maria, Nossa Senhora dos Impossíveis, rogai por nós.


Oração à Nossa Senhora de Guadalupe
Padroeira da América Latina - (12 de dezembro) Ó gloriosa Mãe de Deus, Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina: Abençoai esta casa e a família que aqui reside.
Protegei nossos filhos, livrando-os das maldades e dos perigos deste mundo. Guardai nosso lar, escondendo-o dos olhos dos maus. Que nesta casa o nome de Deus seja sempre invocado com respeito e amor. Que os seus mandamentos sejam observados com fidelidade. Que vosso bendito nome, ó Mãe querida, seja sempre lembrando com muita devoção. Que a palavra de vosso Filho Jesus seja sempre meditada e seguida todos os dias de nossa vida.
Honra, louvor e glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo: Trindade Santíssima. Amém.







Oração à Nossa Senhora da Lampadosa -
pelas Almas dos Cativos Ó Maria, doce refúgio e consoladora Esperança dos que sofrem, permiti que com inteira confiança, eu impetre vossa poderosa proteção e me lance em vossos maternais na confortadora certeza de ser atendido.
Permití, ó Mãe dos que sofrem que meus lábios se desatem em vossa esperança para suplicar-Vos pelas benditas almas dos cativos. Sede, Senhora minha esperança nas lides quotidianas minha consolação nas inevitáveis aflições, minha fortaleza nas acabrunhadoras tribulações. E no momento supremo antes do último alento, nessa hora final antes de iniciar a via da eternidade sede minha Mãe, Advogada e Protetora.
Amém.


Oração à Nossa Senhora de Loreto - 
Ó Maria, Virgem Imaculada e Mãe nossa Santíssima, prostados em espírito junto de vossa Santa Casa, que os Anjos transportaram sobre a ditosa colina de Loreto, cheios de confiança em vós Mãe Santíssima, humildemente elevamos a nossa prece:
Entre aqueles santos muros vós fostes concebida sem pecado e mais bela que a Aurora viestes à luz; na oração e no amor o mais sublime, passastes os dias de vossa infância e juventude; aí fostes saudada pelo Anjo, Bendita entre as mulheres e vos tornastes Mãe de Deus; por tudo isso, ó Maria, vossos olhos misericordiosos a nós volvei, humildes filhos vossos, peregrinos neste vale de lágrimas e concedei-nos todas as graças que vos pedimos; abençoai nossas famílias, consolai nossos doentes, dirigi os nossos passos para a bem-aventurança eterna onde possamos vos saudar com o Anjo: Ave Maria!.
Nossa Senhora de Loreto, rogai por nós. Amém.




Oração à Nossa Senhora de Lourdes -
(11 de fevereiro) Ó Virgem puríssima, Nossa Senhora de Lourdes, que vos dignastes aparecer a Bernadette, no lugar solitário de uma gruta, para nos lembrar que é no sossego e recolhimento que Deus nos fala e nós falamos com ele, ajudai-nos a encontrar o sossego e a paz da alma que nos ajudem a conservar-nos sempre unidos a Deus.
Nossa Senhora da gruta, dai-me a graça que vos peço e tanto preciso (pedido).
Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós.
Amém.



Oração à Nossa Senhora de Lujan -
Padroeira da Argentina - (8 de maio) Ó Virgem Santíssima de Lujan!
A ti recorremos neste vale de lágrimas, atraídos pela fé e pelo amor que tu mesma infundistes em nosso coração.
Ó Mãe querida! Alivia a nossa dor, consola as nossas angústias, dá-nos o pão material e o alimento espiritual para fortalecer o nosso corpo e a nossa alma.
Faze com que não nos falte um emprego estável e uma justa remuneração.
Elimina o ódio e o egoísmo do coração de todos os homens.
Virgem Santíssima de Lujan! Ilumina o nosso caminho para que, unidos na paz e fraternidade, com todos os irmãos da terra, continuemos a marcha gloriosa para a casa do Pai.
Abençoa, ó Mãe, a Argentina, cujos filhos cantam os teus louvores, agora e pelos séculos dos séculos.
Amém.
Nuestra Señora de Lujan, bendiz a los Argentinos y tambien a nosotros Brasileños!


Oração à Nossa Senhora Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoanstant -  
Ó minha Senhora e minha Mãe! Eu me ofereço todo a vós e, em prova de minha devoção para convosco, vos consagro neste dia meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa.
Amém.






Oração à Nossa Senhora Medianeira -
(31 de maio) Senhor Jesus Cristo, Medianeiro nosso junto ao Pai, que vos dignastes constituir vossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria, também nossa Mãe e Medianeira junto a vós, concedei benigno que todo aquele que, suplicante, a vós se dirigir, se alegre de ter alcançado, por meio dela, tudo o que pediu.
Vós que viveis e reinais, pelos séculos dos séculos.
Amém.






Oração à Nossa Senhora do Monte Serrat -
Ó clementíssima Virgem Maria, minha soberana e Mãe, augusta Senhora do Monte Serrat, venho lançar-me no seio da vossa misericórdia e ponho, desde agora e para sempre, a minha alma e o meu corpo debaixo da vossa salva-guarda e da vossa bendita proteção.
Confio-vos e entrego nas vossas mãos todas as minhas penas e misérias, bem como o curso e o fim da minha vida, para que, por vossa intercessão e vossos merecimentos, todas as minhas ações se dirijam e se disponham segundo a vontade de vosso divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e que minha alma depois desta vida possa alcançar a salvação eterna.
Ó Mãe, concebida sem pecado, rogai por nós, que recorremos a vós.
Nossa Senhora do Monte Serrat, rogai por nós.
Amém.




Oração à Nossa Senhora dos Navegantes -
(2 de fevereiro) Senhora dos Navegantes, sois ideal e estímulo para uma vida perseverante de amor a Deus e de bondade para com o próximo. Sois a “a mais alta realização do Evangelho e o modelo perfeito do cristão”. Sois cheia de graça e bendita entre as mulheres.
Todas as gerações vos proclamam bem aventurada porque vos fizestes a serva do Senhor. Dai-nos sempre vontade decidida de melhor buscar, conhecer e seguir Cristo. Amém.





Oração à Nossa Senhora de Nazaré -
(6 de março) Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor!” Mas por Deus fostes exaltada e preferida entre todas as mulheres para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado. Adoro e louvo o Altíssimo que vos elevou a esta excelsa dignidade e vos preservou da culpa original.
Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vós. Entretanto confiado na bondade e ternura do vosso coração imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade e participar da vossa caridade, afim de viver unido, pela graça, ao vosso divino Filho, Jesus, assim como vós vivestes no retiro de Nazaré. Para alcançar essa graça, quero com imenso afeto e filial devoção saudar-vos como o Arcanjo São Gabriel: “Ave Maria, cheia de graça...” Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós.




Oração à Nossa Senhora da Penha - 
Ó Maria Santíssima, Senhora da Penha, em cujas mãos Deus depositou is tesouros das suas graças e favores. Eis-me cheio de esperança, solicitando com humildade a graça de que hoje necessito (pedido), pela qual sou-lhe grata desde este momento.
Recordai-vos, ó Senhora da Penha, que nunca se ouviu dizer que algum dos que em vós têm depositado toda a sua esperança tenha deixado de ser atendido, ó boa Mãe. Assisti-nos nas agruras da vida, para que façamos delas sementes para um mundo mais fraterno e mais humano. Enxugai o pranto das pessoas que sofrem e consolai os aflitos em suas necessidades. Tudo isso vos pedimos por Jesus, vosso Filho e nosso irmão.
Amém.







Oração à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro -
(27 de junho) Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção, implorado o vosso auxílio e reclamado o vosso socorro fosse por vós desamparado.
Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem das virgens, como à Mãe recorro, em vós me acolho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prosto a vossos pés.
Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia, e de me alcançar o que vos rogo. Amém.









Oração à Nossa Senhora da Rosa Mística Rosa Mística - 
Virgem Imaculada, Mãe da Graça, para honra de Vosso Divino Filho, nos ajoelhamos diante de Vós implorando a misericórdia de Deus: não por nosso méritos mas pelo amor de Vosso Coração Maternal, nós Vos suplicamos que nos concedais proteção e graça com a certeza de que nos haveis de atender. Ave Maria...
Rosa Mística, Mãe de Jesus, Rainha do Santo Rosário e Mãe da Igreja, Corpo Místico de Jesus Cristo, nós Vos pedimos que concedais ao mundo, dilacerado pela discórdia, a unidade e a Paz e todas aquelas graças que podem mudar o coração de tantos de teus filhos. Ave Maria...
Rosa Mística, Rainha dos Apóstolos, fazei florescer à volta dos altares Eucarísticos, muitas vocações sacerdotais, religiosos e religiosas, que difundam, com a santidade de sua vida e com o zelo apostólico pelas almas, o Reino de Vosso Filho Jesus por todo o mundo. E derramai sobre nós também a abundância de Vossas Graças celestiais! Ave Maria... Salve Rainha... Maria, Rosa Mística, Mãe da Igreja, Rogai por nós!


Oração à Nossa Senhora do Rosário -
(7 de outubro) Nossa Senhora do Rosário dai a todos os cristãos, a graça de compreender a grandiosidade da devoção do Santo Rosário, na qual, à recitação da Ave Maria se junta a profunda meditação dos Santos mistérios da vida, morte e ressurreição de Jesus, vosso Filho e nosso Redentor.
São Domingos, apóstolo do rosário, acompanhai-nos com a vossa bênção, na recitação do terço, para que por meio desta devoção à Maria, cheguemos mais depressa a Jesus, e como na  batalha de Lepanto, Nossa Senhora do Rosário nos leve à vitória em todas as lutas da vida; por seu Filho, Jesus Cristo, na unidade do Pai e do Espírito Santo. Assim Seja. Amém.








Oração à Nossa Senhora da Saúde -
(20 de abril) Virgem Puríssima, que sois a Saúde dos Enfermos, o Refúgio dos Pecadores, a Consoladora dos Aflitos e a Despenseira de todas as graças, na minha fraqueza e no meu desânimo apelo hoje, para os tesouros da vossa divina misericórdia e bondade e atrevo-me a chamar-vos pelo doce nome de Mãe. Sim. ó Mãe, atendei-me em minha enfermidade, dai-me a saúde do corpo para que possa cumprir os meus deveres com ânimo e alegria, e com a mesma disposição sirva a vosso Filho Jesus e agradeça a vós, Saúde dos enfermos.
Nossa Senhora da Saúde, rogai por nós. Amém.







Oração à Nossa Senhora da Salette -
(19 de setembro) Lembrai-vos, ó Nossa Senhora da Salette, das lágrimas que derramastes por nós, no Calvário. Lembrai-vos também dos cuidados que, sem cessar, tendes por vosso povo, a fim de que, em nome de Cristo, se deixe reconciliar com Deus. E vede se, depois de tanto terdes feito por vossos filhos, podeis agora abandoná-los.
Reconfortados por vossa ternura, ó Mãe, eis-nos aqui suplicantes, apesar de nossa infidelidade e ingratidão. Não rejeiteis nossa oração, ó Virgem Reconciliadora, mas volvei nosso coração para vosso filho. Alcançai-nos a graça de amar Jesus acima de tudo, e de vos consolar por uma vida de doação, para a alegria de Deus e o amor de nossos irmãos. Amém.


Oração à Nossa Senhora do Trabalho - 
 Salve Virgem Maria, nossa querida mãe padroeira! Como filhos, nos dirigimos a vós com toda a confiança, implorando a vossa Bênção, de modo especial pelos nossos trabalhadores, por todos aqueles que labutam no dia-a-dia para conseguir o sustento da própria família.
Concedei-nos, nós vos pedimos, que este labor seja dignificante, de modo a favorecer vossos filhos. Que haja muita consciência da nobreza do trabalho e que nenhum de nossos irmãos seja explorado pela ganância de riquezas.
Abençoai, ó Virgem do Trabalho, nossa comunidade, nossas famílias e a cada um de nós. Intercedei junto ao vosso Filho Jesus, concedendo-nos a graça que vos pedimos (pedido).
Assim seja! Amém.


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Devoções a Nossa Senhora

- Nossa Senhora da Abadia (origem) imagem encontrada perto da Abadia de Bouro, na arquidiocese de Braga, Portugal.

- Nossa Senhora da Ajuda (origem) relembra Maria junto à cruz, também implorando a Deus pelo gênero humano.
- Nossa Senhora dos Pobres (origem) apareceu para uma criança na década de 1930 na Bélgica.
- Nossa Senhora do Divino Amor (origem) relembra o momento de Pentecostes em que Maria recebe o Espírito Santo prometido por Jesus.
- Nossa Senhora do Amparo (origem) relembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens.
- Nossa Senhora dos Anjos (origem) relembra Maria, como rainha das cortes celestes e também faz alusão à cidade de Assis, Itália, local para onde havia sido levado um pedaço do túmulo da Virgem e se ouvia sempre o canto dos anjos; A cidade de Los Angeles, nos EUA, foi batizada com seu nome : Nuestra Señora la Reina de Los Ángeles de Porciúncula.
- Nossa Senhora da Anunciação (origem) Visita do arcanjo Gabriel a Maria.
- Nossa Senhora Aparecida, ou da Conceição Aparecida (origem) Imagem encontrada no Vale do Paraíba (São Paulo) que possui poderes milagrosos.
- Nossa Senhora da Apresentação (origem) Purificação da Virgem - Apresentação da Virgem no Templo de Jerusalém. 
- Nossa Senhora da Arábia (origem) Na Arábia Saudita, Maria recebe este nome N. Sr. da Arábia, e é padroeira deste país.
- Nossa Senhora Aquiropita (origem) Imagem que não foi pintada por mão humana, de devoção em Rossano, na Calábria.
- Nossa Senhora da Assunção (origem) relembra a elevação de Maria, de corpo e alma, aos céus.
- Nossa Senhora Auxiliadora (origem) relembra o auxílio de Maria ao Papa Pio VII, durante o domínio napoleônico.
- Nossa Senhora do Belém (origem) relembra a maternidade de Maria, na cidade de Belém.
- Nossa Senhora da Boa Hora (origem) relembra a proteção de Maria na hora dos partos e na hora da morte.
- Nossa Senhora da Boa Morte (origem) Proteção aos agonizantes.
- Nossa Senhora da Boa Nova Origem) Maria é que traz aos homens a Boa Nova (Evangelho) do nascimento de Jesus.
- Nossa Senhora da Boa Viagem (origem) relembra Maria como protetora dos portugueses que partiam nas viagens de descobrimento do Novo Mundo.
- Nossa Senhora do Bom Conselho (origem) relembra Maria como grande conselheira dos Apóstolos, cultuada desde o século V, na cidade italiana de Genazzano.
- Nossa Senhora do Bom Despacho (origem) celebra o prestígio de Maria perante Deus, pelo despacho da encarnação do Verbo.
- Nossa Senhora do Bom Parto / do PartoNascimento de Jesus (origem) tendo Maria permanecido virgem antes, durante e depois do parto.
- Nossa Senhora do Bom Socorro )origem) relembra o socorro de Maria aos cristãos, celebrado, desde o século X, em Blosville, na Normandia.
- Nossa Senhora do Bom Sucesso (origem) relembra o auxílio da Mãe de Deus para os que almejam sucesso em seus tratamentos de saúde e nos seus empreendimentos materiais.
- Nossa Senhora do Brasil (origem) relembra as inúmeras graças concedidas, por seu intermédio, aos brasileiros.
- Nossa Senhora das Brotas (origem) relembra o fato de folhas brotarem num altar de Nossa Senhora, no início do povoamento de Cuiabá, no estado de Mato Grosso, no século XVIII; também venerada em Piraí do Sul, após um milagre envolvendo a estampa de Nossa Senhora deixada com uma moradora da cidade por Santo Antônio de Sant'anna Galvão.
- Nossa Senhora da Cabeça (origem) imagem encontrada no Pico da Cabeça, Serra Morena, na Andaluzia, no século XIII.
- Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança (origem) relembra a proteção de Maria, no século XV, quando protegeu os portugueses, na sua esperança de chegar às Índias, dobrando o Cabo das Tormentas.
- Nossa Senhora da Luz, das Candeias ou da Candelária (origem) relembra a purificação da Virgem no Templo, comemorada com uma procissão luminosa.
- Nossa Senhora de Caravaggio (origem) Aparição da Virgem , no século XV, em Caravaggio, cidade italiana próxima a Milão.
- Nossa Senhora do Carmo do Monte Carmelo (origem) relembra o convento construído em honra à Virgem, nos primeiros séculos do cristianismo, no Monte Carmelo, na Samaria.
- Nossa Senhora da Carpição (origem) originária de cerimonial de carpição ou capina de um terreno onde foi ereta uma capela dedicada à Virgem Maria, em São José dos Campos, São Paulo, no século XIX.
- Nossa Senhora de Ceuta ou do Bastão (origem) relembra o auxílio da Virgem Ana conquista de Ceuta, por Dom João I; sua imagem traz um rico bordão na mão, donde vem o termo “do Bastão”.
- Nossa Senhora da Conceição (origem) Relembra que concebeu Maria, pura sem pecado.
- Nossa Senhora da Consolação (origem) relembra a Virgem como “Consoladora dos aflitos”, devoção iniciada por Santa Mônica.
- Nossa Senhora de Copacabana (origem) Imagem esculpida por um índio, Francisco Tito Iupanqui, no século XVI, na aldeia de Copacabana, às margens do Lago Titicaca.
- Nossa Senhora da Correia (origem) relembra a correia da cintura da Virgem Maria, símbolo de pureza, com que as mulheres judias eram cingidas desde a infância.
- Nossa Senhora dos Desamparados (origem) relembra a proteção de Maria a uma confraria criada , no século XV, em Valência, Espanha, para acolher crianças desamparadas.
- Nossa Senhora Desatadora de Nós (origem) relembra que a Virgem Maria liberta os homens das aflições da vida, desata os nós que os escravizam.
- Nossa Senhora do Desterro (origem) A fuga para o Egito.
- Nossa Senhora Divina Pastora (origem) Devoção a Virgem Maria como pastora de almas, surgida no século XVIII, em Sevilha, Espanha.
- Nossa Senhora da Divina Providência (origem) relembra que a Virgem confiou plenamente na Divina Providência, entregando-se totalmente a Deus.
- Nossa Senhora das Dores (ou da Piedade/da Soledade/ das Angústias/ das Lágrimas/ das Sete Dores/ do Calvário/ do Pranto) (origem) Refere-se às sete dores da Virgem Maria: a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda do menino Jesus, o encontro no caminho do Calvário, a morte de Jesus, o golpe da lança e a descida da cruz, e o sepultamento de Cristo.
- Nossa Senhora da Encarnação (origem) relembra a encarnação do Verbo no seio puríssimo da Virgem.
- Nossa Senhora da Escada (origem) A Virgem é comparada à “Escada de Jacó”, que liga o céu e a terra. També faz alusão aos trinta e um degraus que davam aceso a um santuário de Lisboa.
- Nossa Senhora da Esperança (origem) relembra a Virgem na esperança e na iminência do parto divino.
- Nossa Senhora da Estrela (origem) Imagem oculta por Dom Rodrigo, último rei dos visigodos, em 711, quando da invasão árabe; sendo descoberta, quando a Vila de Marvão, em Portugal, foi liberada do domínio muçulmano; Maria é chamada “Aurora da Salvação”.
- Nossa Senhora da Família, Rainha da Família (origem) Invocação (Regina Familiæ) mandada acrescentar às "Ladainhas Lauretanas", em 1995, pelo Papa João Paulo II.
- Nossa Senhora de Fátima, do Rosário de Fátima (origem) Aparição em Fátima (Portugal).
- Nossa Senhora da Fé (origem) relembra que a vida da Virgem foi um contínuo “Ato de Fé, sendo esta devoção medieval originária da França e Bélgica.
- Nossa Senhora da Glória (origem) relembra coroação da Virgem como rainha.
- Nossa Senhora da Graça (origem) imagem encontrada por pescadores na praia de Cascais, Portugal, em 1362 e que apareceu a Catarina Álvares, Paraguaçu, no século XVI.
- Nossa Senhora das Graças ou da Medalha Milagrosa (origem) relembra uma aparição feita a Catarina Labouré, em Paris.
- Nossa Senhora de Guadalupe (origem) Aparição ao índio Juan Diego, em Guadalupe, México, em 1531.
- Nossa Senhora da Guia (origem) relembra que a Virgem Maria guiou Jesus, na sua infância e juventude; é chamada pelos ortodoxos de “Odegitria” (‘οδεγός).
- Nossa Senhora da Lampadosa (origem) relembra a padroeira da ilha de Lampadosa, no Mar Mediterrâneo, entre a ilha de Malta e a Tunísia.
- Nossa Senhora da Lapa (origem) Imagem escondida dos muçulmanos numa lapa, no século X, pelas monjas beneditinas de Aguiar da Beira, sendo encontrada em 1498, por uma menina, que muda de nascença, começou a falar.
- Nossa Senhora do Leite ou da Lactação (origem) relembra a Virgem nutrindo o Menino-Deus com seu leite materno.
- Nossa Senhora do Líbano (origem) relembra a milenar devoção dos libaneses à Virgem Maria, e também o santuário construído, entre 1904 e 1908, no cume Haruça, no Monte Líbano, para honrar a Imaculada Conceição de Maria.
- Nossa Senhora do Livramento (origem) relembra o livramento do fidalgo português Rodrigo Homem de Azevedo, preso pelo Duque de Alba, no século XVI.
- Nossa Senhora do Loreto (origem) refere-se à “Casa de Nazaré”, onde viveu a Virgem Maria, transladada para um bosque de loureiros, próximo a Recanati, na Itália.
- Nossa Senhora de Lourdes (origem) Aparição, no século XIX, na Gruta de Massabielle, em Lourdes (França).
- Nossa Senhora de Lujan (origem) refere-se a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, mandada esculpir no Brasil, em 1630, por um português, residente na Argentina; que ao ser transportada, encalhou às margens do Rio Lujan.
- Nossa Senhora da Luz (origem) imagem encontrada por Pedro Martins, entre uma estranha luz, que lhe apareceu em Carnide, Portugal; Maria é lembrada como aquela que apresenta seu Filho Jesus como “Luz das Nações”.
- Nossa Senhora Madre de Deus (origem) relembra Maria como a Theotokos, "Mãe de Deus", cultuada desde os primeiros séculos e confirmada pelo Primeiro Concílio de Éfeso.
- Nossa Senhora Mãe da Igreja (origem) relembra a proclamação de Maria como “Mãe de todo o povo de Deus”, pelo Papa Paulo VI, em 1964, durante o Concílio Vaticano II.
- Nossa Senhora Mãe dos Homens (origem) devoção surgida no convento de São Francisco das Chagas, no bairro de Xabregas, em Lisboa, relembrando que Maria além de Mãe de Deus é Mãe de todos os homens.
- Nossa Senhora das Maravilhas (origem) relembra que a vida de Maria foi uma sucessão de maravilhas, das quais a maior foi a encarnação do Verbo. Isto atesta a própria Virgem, no canto do “Magnificat”.
- Nossa Senhora dos Mares (origem) Desde os primeiros séculos do cristianismo, Maria é invocada como protetora das viagens marítimas.
- Nossa Senhora dos Mártires (origem) Invocada em homenagem dos cristãos que tombaram no Cerco de Lisboa (1147).
- Nossa Senhora Medianeira (origem) relembra o papel de intermediária entre o fiel e Jesus, devoção que teve origem em Veneza, durante a grande epidemia de 1630.
- Nossa Senhora de Međugorje (origem) Aparição em Međugorje na Bósnia e Herzegovina.
- Nossa Senhora Menina (origem) relembra a infância da Virgem, do nascimento aos três anos junto a seus pais, São Joaquim e Santa Ana; e dos três aos doze anos, no Templo de Jerusalém.
- Nossa Senhora das Mercês (origem) relembra a aparição a São Pedro Nolasco, no início do século XII, solicitando a criação de uma Ordem destinada ao resgate de cristãos feitos cativos pelos muçulmanos.
- Nossa Senhora dos Milagres (origem) relembra os grande prodígios operados pela Mãe de Deus, Onipotência suplicante e canal de todas as graças, a quem nada Deus recusa.
- Nossa Senhora da Misericórdia (origem) Por conseguir inúmeros benefícios de Deus para os homens, Maria é chamada “Mãe de Misericórdia”; o título também lembra a proteção da Virgem às Santas Casas de Misericórdia, cuja primeira foi fundada em Lisboa em 1498.
- Nossa Senhora do Monte (origem) relembra que a Virgem é um monte altíssimo, que vence a altura de todos os outros montes, em santidade e virtude.
- Nossa Senhora de Monserrate (origem) relembra a imagem da Virgem levada a Barcelona, Espanha, nos primeiros séculos do cristianismo, sendo que durante a invasão árabe, os cristãos esconderam a imagem na escarpa da montanha de Monserrate. Mais tarde, esta imagem foi milagrosamente encontrada e no local foi construída uma grande abadia beneditina.
- Nossa Senhora de Muquém (origem) relembra o auxílio da Virgem Maria a um garimpeiro português, na vila de São Tomé de Muquém, no início da mineração em Goiás.
- Nossa Senhora da Natividade (origem) relembra o nascimento da virgem Maria, que, segundo a tradição, foi num sábado, 8 de setembro, do ano 20 a.C., na cidade de Jerusalém.
- Nossa Senhora dos Navegantes (origem) Maria é invocada como protetora dos navegantes, devoção que teve seu auge durante as cruzadas e, depois, durante o período das grandes navegações.
- Nossa Senhora de Nazaré (origem) relembra a vida da Virgem Maria, em Nazaré, junto à sua sagrada família.
- Nossa Senhora das Neves (origem) refere-se a um milagre, anunciado pela Virgem Maria, de que em pleno verão, na noite de 4 para 5 de agosto, nevaria em Roma, o que realmente aconteceu no local onde hoje se ergue a basílica de Santa Maria Maior.
- Nossa Senhora do Ó (origem) Alusão à Nossa Senhora nas proximidades de seu parto. Houve um sermão proferido pelo Padre Vieira, onde compara as virtudes de Maria à "perfeição da letra o", símbolo da imortalidade e de Deus, de quem Maria é mãe. Referências às sete antífonas do Ó, nas proximidades do Natal.
- Nossa Senhora da Oliveira (origem) refere-se a uma imagem levada para Guimarães, Portugal, por São Tiago, que a colocou num templo, ao lado qual havia uma oliveira. Também, a Virgem Maria é comparada na passagem bíblica: “sua glória é igual ao fruto da Oliveira” (Os 14,6).
- Nossa Senhora do Parto, do Bom Parto (origem) recorda a proteção da Virgem Maria às mães que estão para dar à luz.
- Nossa Senhora do Patrocínio (origem) relembra a intercessão da Virgem Maria junto a seu Filho, em favor dos homens, como nas Bodas de Caná.
- Nossa Senhora da Paz ou Rainha da Paz (origem) relembra a intervenção da Virgem Maria na devolução da catedral de Toledo, Espanha, aos cristãos.
- Nossa Senhora da Pena (origem) relembra a Virgem como inspiradora e padroeira das letras e das artes.
- Nossa Senhora da Penha (origem) relembra o milagre realizado, no início do século XVII, por intercessão da Virgem Maria invocada por Baltazar de Abreu Cardoso, fazendeiro brasileiro, que encontrou uma serpente ao subir um penhasco (penha) que levava à sua fazenda no Rio de Janeiro.
- Nossa Senhora da Penha de França (origem) relembra a aparição da Virgem Maria a Simão Vela, monge francês, na serra chamada Penha de França, no norte da Espanha.
- Nossa Senhora de Pentecostes (origem) alusão ao dia de Pentecostes quando Maria, juntamente com os Apóstolos, ficou repleta do Espírito Santo, que veio sob a forma de línguas de fogo.
- Nossa Senhora da Purificação (origem) relembra a purificação de Maria no Templo de Jerusalém, comemorada com uma procissão luminosa.
- Nossa Senhora Peregrina (origem) Alusão à imagem de Nossa Senhora de Fátima.
- Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (origem) relembra a Virgem Maria como socorro dos cristãos, em suas horas de necessidade. Refere-se a um quadro milagroso da ilha de Creta, que após ser roubado, foi recuperado em Roma e posto, no século XIX, sob a guarda dos padres redentoristas.
- Nossa Senhora da Piedade (origem) relembra que Jesus, após o descimento da Cruz, foi entregue aos braços de sua Mãe Santíssima.
- Nossa Senhora do Pilar (origem) refere-se a uma aparição da Virgem Maria a São Tiago, que estava evangelizando em Saragoça. A virgem lhe apareceu sentada num pilar, donde lhe vem o nome.
- Nossa Senhora de Pompeia (origem) relembra a aparição da Virgem a Bartolo Longo, em Pompeia, no sul da Itália.
- Nossa Senhora da Ponte (origem) refere-se à comparação de Maria à ponte donde passamos da terra para o céu.
- Nossa Senhora Porta do Céu (origem) refere-se à máxima que diz: “Ninguém chega ao Pai, a não ser por Jesus; e ninguém chega ao Filho, a não ser por Maria”. Esta é uma das invocações das “Ladainhas Loretanas”, considerando pois que o culto da Mãe de Deus é a porta que leva os fiéis ao paraíso.
- Nossa Senhora do Porto (origem) refere-se a uma imagem bizantina colocada no célebre santuário, cuja construção foi iniciada no século VI, no bairro do Porto (Le Port), em Clermont-Ferrand, na França. Uma cópia deste ícone foi levada na batalha aos muçulmanos, para a retomada da cidade do Porto, em Portugal.
- Nossa Senhora do Povo (origem) relembra a construção, pelo povo de Roma, de uma igreja dedicada à Virgem Maria, no local onde se erguera o mausoléu dos Domícios, família a qual pertencia o imperador Nero.
- Nossa Senhora dos Prazeres (origem) relembra os sete principais prazeres da vida da Virgem Maria: a Anunciação, a saudação de Santa Isabel, o nascimento de seu Filho, a visita dos Reis Magos, o encontro de Jesus no Templo, a primeira aparição de Jesus ressuscitado, a sua coroação no céu.
- Nossa Senhora do Presépio (origem) relembra a maternidade de Maria, na cena do presépio, conforme a tradição franciscana.
- Nossa Senhora Rainha (origem) Nossa Senhora sempre foi reconhecida pela Igreja Católica como Rainha. É proclamada, pela Igreja, Rainha por doze vezes: Rainha dos anjos, dos patriarcas, dos profetas, dos apóstolos, dos confessores, das virgens, dos mártires, de todos os Santos, do Santíssimo Rosário, da paz, concebida sem pecado original e levada aos céus.
- Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos (origem) relembra que a Virgem Maria foi mãe, mestra e rainha dos apóstolos, que lhe devotavam especial veneração.
- Nossa Senhora Rainha do Céu (origem) relembra a coroação de Maria, após sua assunção aos céus.
- Nossa Senhora Rainha dos Homens (origem) relembra que Maria é rainha de todos os homens, portanto digna de todos os louvores, por parte de todos.
- Nossa Senhora Rainha, Vencedora e Três vezes Admirável de Schoenstatt (origem) Imagem da Virgem Maria, padroeira do Movimento Apostólico de Schoenstatt, e relembra a aliança de amor que o padre Joseph Kentenich (1885 - 1968), selou pela primeira, 18 de Outubro de 1914, em Schoenstatt, Alemanha, com a Virgem Maria.
- Nossa Senhora dos Remédios (origem) relembra a Virgem Maria como único remédio para todos os nossos trabalhos, angústias, necessidades e doenças.
- Nossa Senhora do Rocio (origem) imagem encontrada no mar, no final do século XVII, por um pescador que vivia em Rocio, próximo a Paranaguá.
- Nossa Senhora do Rosário (origem) relembra a aparição da Virgem a São Domingos de Gusmão, no século XIII, pedindo-lhe a divulgação do seu rosário de orações.
- Nossa Senhora do Sagrado Coração (origem) relembra que de Maria foi formado o coração divinal de Jesus.
- Nossa Senhora da Salete (em francês: de la Sallete) (origem) relembra a aparição da Virgem Maria, a 19 de setembro de 1846, a dois pastorinhos, na montanha de Salete, Isère, nos Alpes franceses.
- Nossa Senhora da Saudade (origem) relembra a imensa saudade que a Virgem Maria teve de seu Filho, nos três dias incompletos que seu corpo esteve no sepulcro.
- Nossa Senhora da Saúde (origem) relembra que a Virgem Maria é fonte de vigor físico e moral para os homens.
- Nossa Senhora Salvação do Povo Romano (origem) relembra que a Virgem Maria sempre socorreu o povo de Roma, em todas as suas situações de necessidade.
- Nossa Senhora do Sion, do Sião (origem) relembra a aparição da Virgem Maria, em 1842, a Alfredo Ratisbona, ateu de origem judaica, convertido ao catolicismo.
- Nossa Senhora da Soledade (origem) relembra a solidão, a tristeza e saudade da Virgem Maria, por ocasião da paixão de seu Filho.
- Nossa Senhora do Trabalho (origem) relembra a devoção de todo Trabalhador por Maria, por Nossa Senhora aquela que sempre abençoa os trabalhos.
- Nossa Senhora do Terço (origem) similar à invocação de Nossa Senhora do Rosário, mas refere-se apenas a cinco mistérios da vida de Jesus.
- Nossa Senhora da Visitação (origem) relembra a visita da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel.
- Nossa Senhora da Vitória (origem) relembra que a Virgem Maria, vitoriosa, pode levar os cristãos à vitória em suas vidas. Em Portugal, foi introduzida a devoção por Dom João I, para comemorar a vitória na Batalha de Aljubarrota.

domingo, 20 de janeiro de 2013

São Nicolau


São Nicolau (06/12)

São Nicolau é também conhecido por São Nicolau de Mira e de Bari.

Venerado, amado e muito querido por todos os cristãos do Ocidente e do Oriente.

Sem dúvida alguma, é o santo mais popular da Igreja.

Ele é padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, de Lorena, na França, de Mira, na Turquia, e de Bari, na Itália, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas.

Por tudo isso os dados de sua vida se misturam às tradições seculares do cristianismo.

Filho de nobres, Nicolau nasceu na cidade de Patara, na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250.

Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito.

Mais tarde, durante as perseguições do imperador Diocleciano, foi aprisionado até a época em que foi decretado o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado.

Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325.

Foi venerado como santo ainda em vida, tal era a fama de taumaturgo que gozava entre o povo cristão da Ásia.

Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira.

Imediatamente, o local da sepultura se tornou meta de intensa peregrinação.

O seu culto se difundiu antes na Ásia, e o local do seu túmulo, fora da área central de Mira, se tornou meta de peregrinação.

O documento mais antigo sobre ele foi escrito por Metódio, bispo de Constantinopla, que em 842 relatou todos os milagres atribuídos a são Nicolau de Mira.

Depois, mais de sete séculos passados da sua morte, "Nicolau de Mira" se tornou "Nicolau de Bari".

Em 1087, a cidade de Bari, em Puglia, na Itália, sofria a subjugação dos normandos.

E Mira já estava sob domínio dos turcos muçulmanos.

Setenta marinheiros italianos desembarcaram nessa cidade e se apoderaram das suas relíquias mortais, transferindo-as para Bari.

O corpo de são Nicolau foi acolhido, triunfalmente, pela população de Bari, que o elegeu seu padroeiro celestial.

E ele não decepcionou: por sua intercessão os prodígios e milagres ocorriam com grande freqüência.

Seu culto se propagou em toda a Europa.

Então, a sua festa, no dia 6 de dezembro, foi confirmada pela Igreja.

A tradição diz que os pais de Nicolau eram nobres, muito ricos e extremamente religiosos.

Que era uma criança com inclinação à virtuosidade espiritual, pois nas quartas e nas sextas-feiras rejeitava o leite materno, ou seja, já praticava jejum voluntário.

Quando jovem, desprezava os divertimentos e vaidades, preferindo freqüentar a igreja.

Costumava fazer doações anônimas em moedas de ouro, roupas e comida às viúvas e aos pobres.

Dizem que Nicolau colocava os presentes das crianças em sacos e os jogava dentro das chaminés à noite, para serem encontrados por elas pela manhã.

Dessa tradição veio a sua fama de amigo das crianças.

Mais tarde, ele foi incluído nos rituais natalinos no dia 25 de dezembro, ligando Nicolau ao nascimento do Menino Jesus.

Mais tarde, quando já era bispo, um pai, não tendo o dinheiro para constituir o dote de suas três filhas e poder bem casá-las, havia decidido mandá-las à prostituição.

Nicolau tomou conhecimento dessa intenção, encheu três saquinhos com moedas de ouro, o dote de cada uma das jovens, para salvar-lhes a pureza.

Durante três noites seguidas, foi à porta da casa daquele pai, onde deixava o dote para uma delas.

Existem muitas tradições e também lendas populares que se criaram em torno deste santo, tão singelo e singular.

A sua figura bondosa e caridosa, símbolo da fraternidade cristã, mantém-se viva e impressa na memória de toda a cristandade.

Agora, também na da humanidade toda, porque perpetuada através dos comerciantes nas vestes de Papai Noel nos países latinos, de Nikolaus na Alemanha e de Santa Claus nos países anglo-saxões.

Mesmo sob falsas vestes, são Nicolau nos exemplifica e recorda o seu grande amor às crianças e aos pobres e a alegria em poder servi-los em nome de Deus.

São Nicolau, rogai por nós!

fonte: http://www.radiorainhadapaz.com.br

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Porque a Igreja é infalível


O que a Igreja liga na Terra, Jesus liga no céu

Publicado em 26 de dezembro de 2012

Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu. (Mt 18,18)

Parece que há alguns católicos que não entenderam ainda as promessas que Jesus fez à Igreja que Ele instituiu sobre Pedro de os Apóstolos. Entre outras Ele lhes disse: “Quem vos ouve a Mim ouve; quem vos rejeita, a Mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou”. (Lc 10,16).

Esta é a bela lógica que Deus escolheu para salvar a humanidade: o Pai enviou o Filho como salvador e Redentor; e o Filho enviou a Igreja. É preciso ter com clareza que a Igreja é o “prolongamento da presença de Cristo no meio da humanidade”. “A Igreja é o Corpo do Senhor, e o ostensório do Seu coração”, disse Maurice Zundel. Bossuet preferiu dizer que: “A Igreja é Jesus Cristo derramado e comunicado a toda a terra”.

Os grandes Santos Padres da Igreja, doutores da Igreja, como São Basílio Magno, São Gregório de Nissa, São Gregório de Nazianzo, Santo Agostinho, São Jerônimo, etc., tinham esta certeza: “Ubi Petrus, ibi Ecclesia; ubi Ecclesia ibi Christus” (Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja está Jesus Cristo). Santo Inácio de Antioquia (†110), mártir no Coliseu de Roma, disse: “Onde está o Cristo Jesus está a Igreja Católica”. A Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, disse que “Deus estabeleceu congregar na Santa Igreja os que creem em Cristo” (LG, 2).

Uma promessa que Jesus fez à Igreja, a Pedro (Mt 16,19) e aos Apóstolos unidos a Pedro (Mt 18,18), é que tudo o que eles ligarem na Terra, Ele ligaria no céu. E aí está a infalibilidade da Igreja: como no céu não pode ser ligado nada errado, então, o Espírito Santo assiste e guia a Igreja para não ligar nada de errado na Terra, pois isto terá de ser ligado no céu, por força de promessa de Jesus.

Desta certeza vem toda a beleza, por exemplo, da Liturgia. Ou ainda, quando a Igreja celebra o Natal aqui, no dia 25 de dezembro, o céu também o celebra neste dia. Se a Igreja celebra o dia do nascimento de Nossa Senhora no dia 8 de setembro, o céu o celebra no mesmo dia, e assim por diante. E quando celebramos essas datas e todas as outras festas litúrgicas, solenidades e memórias de santos, no dia fixado pela Igreja, as graças desse acontecimento se tornam atuais e as recebemos em sua celebração como no acontecimento original. De modo especial, quando celebramos a Santa Missa, torna-se presente a nossa Redenção. Daí vem toda a beleza, profundidade e espiritualidade da Liturgia.

É de causar admiração o poder que Jesus confiou a Pedro, o Papa, e à sua Igreja. Quando o Papa confirma, por exemplo, que alguém é santo, e o canoniza, não há dúvida de que aquela pessoa está no céu, “intercedendo por nós sem cessar”, como diz a Liturgia eucarística. Esta é a beleza de nossa fé; desde aqui da Terra já participamos da glória do céu, como que por antecipação.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: http://cleofas.com.br/o-que-a-igreja-liga-na-terra-jesus-liga-no-ceu/

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Santo André Apóstolo


Santo André (30/11)

Santo André, era irmão de Simão Pedro e como ele pescador em Cafarnaum, para onde tinham migrado ambos da cidade natal de Betsaida.

Jesus demonstra as profissões exercidas pelos doze apóstolos - deu preferência aos pescadores, embora no meio do colégio apostólico os agricultores estivessem representados por Tiago Menor e seu irmão Judas Tadeu, e os comerciantes e homens de negócios estão honrados pela presença de Mateus.

Dos doze, o primeiro a ser tirado das tranqüilas e fecundas águas do lago de Tiberíades para receber o título de pescador de homens, foi justamente André, seguido logo de João.

Os dois primeiros chamados haviam já respondido ao apelo do Batista, cujo grito os havia arrancado da pacífica vida do dia-a-dia para prepará-los para a iminente chegada do Messias.

Quando o austero profeta lhes indicou Jesus, André e João se aproximaram dele e com emocionante simplicidade limitaram-se a perguntar-lhe: "Onde moras?", sinal evidente de que em seu coração já haviam feito a escolha.

André foi também o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre: "André encontrou primeiro seu irmão Simão e lhe disse: "Achamos o Messisas".E o conduziu a Jesus".

Por isso André ocupa um lugar eminente no elenco dos apóstolos: os Evangelistas Mateus e Lucas colocam-no no segundo lugar, logo depois de Pedro.

Santo André a mencionado no Evangelho mais duas vezes, na multiplicação dos pães, quando apresenta o menino com alguns pães de cevada e poucos peixinhos; quando se faz intermediário do desejo dos forasteiros vindos a Jerusalém para serem apresentados a Cristo, e quando com a sua pergunta provoca a predição por Jesus da destruição de Jerusalém.

A cabeça de Santo André trazida a Roma em, 1462, foi restituída à Grécia pelo Papa Paulo VI.

A data da festa de Santo André é muito antiga, lembrada a 30 de novembro já por São Gregório Nazianzeno.

Patrono dos peixeiros

Fonte: Rádio Rainha da Paz

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ícones religiosos


Divino Pai Eterno

Sacrário, Igreja Nossa Senhora Aparecida de Monte Belo, Colina SP

Primeira Missa Celebrada no Brasil

Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Maria e Sagrado Coração de Jesus

Ascensão de Jesus Cristo ao Céu

Jesus Ressucitado

Crucifixão

Pentecostes

Crucifixo

Páscoa

Instituição do Sacerdócio

O Ressucitado que passou pela Cruz

Jesus Bom Pastor

Transfiguração de Jesus

Exaltação da Santa Cruz

Jesus Orando

Jesus encontrado no Templo

Batismo de Jesus

Sagrada Família

Jesus, Maria e José

Natividade de Jesus

Anunciação do Anjo Gabriel a Maria

São José

Nossa Senhora da Saúde

Vocação Religiosa

A história do pato


Havia dois irmãos que visitavam seus avós no sítio, nas férias. 

Felipe, o menino, ganhou um estilingue para brincar no mato. Praticava sempre, mas nunca conseguia acertar o alvo. 
Certa tarde viu o pato de estimação da vovó... Em um impulso atirou e acabou acertando o pato na cabeça e o matou. Ele ficou chocado e triste!
Entrou em pânico e escondeu o pato morto no meio da madeira! 
Beatriz, a sua irmã viu tudo mas não disse nada aos avós. 
Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Beatriz, vamos lavar a louça" 
Mas ela disse: " Vovó, o Filipe me disse que queria ajudar na cozinha". E olhando para ele sussurrou: "Lembra do pato?" Então o Felipe lavou os pratos.
Mais tarde o vovô perguntou se as crianças queriam pescar e a vovó disse: "Desculpe, mas eu preciso que a Beatriz me ajude a fazer o jantar." 
Beatriz apenas sorriu e disse, "Está bem, mas o Filipe me disse que queria ajudar hoje", e sussurrou novamente para ele, "Lembra do pato?" 
Então a Beatriz foi pescar e Filipe ficou para ajudar. 
Após vários dias o Filipe sempre ficava fazendo o trabalho da Beatriz até que ele, finalmente não agüentando mais, confessou para a avó que tinha matado o pato. 
A vovó o abraçou e disse: "Querido, eu sei... eu estava na janela e vi tudo, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer você de escravo!" 
Qualquer que seja o seu passado, ou o que você tenha feito... (mentir, enganar, seus maus hábitos, ódio, raiva, amargura, etc ).... seja o que for... você precisa saber que Deus estava na janela e viu tudo como aconteceu. 
Ele conhece toda a sua vida ... Ele quer que você saiba que Ele te ama e que você já está perdoado. Ele está apenas querendo saber quanto tempo você vai deixar o diabo fazer de você um escravo. 
Deus só está esperando você pedir perdão, Ele não só perdoa, mas Ele se esquece. 
É pela graça e misericórdia de Deus que somos salvos. Vá em frente e faça a diferença na vida de alguém hoje.
Lembre-se sempre: Deus está na janela e sabe de tudo! 
"A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não irá protegê-lo." 

Autor desconhecido

sábado, 27 de outubro de 2012

NOSSA SENHORA DA DIVINA PROVIDÊNCIA







Desde o século XII, Nossa Senhora da Divina Providência já era invocada na Itália, sempre representada em pinturas e afrescos com um I menino nos braços. Só no século XVIII, porém, esse título foi reconheci do oficialmente pela Santa Sé e se espalhou pelo mundo.

A história desse quadro teve início quando, para ampliar a famosa Piazza Colonna, foi preciso demolir um antigo convento ali existente. Em uma das paredes estava encrustado o belíssimo afresco de autor desconhecido, representando a Virgem Maria.

Quase um século depois, um jovem sacerdote encontrou entre velhos documentos um manuscrito sobre a construção da igreja e do mosteiro, no qual o fundador dizia ter sido a Virgem Maria sua única provedora naquela obra. Como por inspiração divina, mandou fazer uma cópia do quadro doado pelo engenheiro e colocou-o no corredor entre o conven­to e a igreja, com a seguinte inscrição: "Mater Divinae Providentiae". Em sua iconografia original observa-se que somente a Virgem tem uma fina e luminosa auréola em torno da cabeça, o menino em seus braços representa a humanidade sob a proteção de sua mãe.

Apesar de todo cuidado que tiveram para removê-l o, não consegui­ram evitar que o quadro caísse e se fizesse em pedaços. Incorformado, o arquiteto responsável indenizou os religiosos e mandou providenciar um outro quadro da Virgem Maria, que ficou exposto no altar de São Carlos, onde os irmãos se reuniam para rezar.

A devoção a Nossa Senhora da Divina Providência espalhou-se e nas Américas foi trazida pelos padres barnabitas. Porto Rico, pequena ilha das Antilhas, elegeu-a sua Padroeira. Os portorriquenhos dividem sua devoção entre Nossa Senhora da Divina Providência e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

São Judas Tadeu



São Judas Tadeu, celebra-se dia 28 de outubro 

Alfeu (nome original de São Judas Tadeu), nasceu em Nazaré, na Galiléia. Era filho de José e Maria Cléofas, uma das santas mulheres que acompanhavam Nosso Senhor Jesus Cristo, de acordo com o relato evangélico de Jesus no Calvário, e quando o anjo anunciou a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Judas, de sobrenome Tadeu, que significa “gentil, misericordioso, amoroso, generoso” e “Lebeu” corajoso, era da estirpe real de Davi e primo de Jesus.

Tinha quase a mesma idade do Salvador e passou sua infância com Ele.

Era de espírito sensível e generoso, olhar penetrante e sorriso doce e amável, como o de Nosso Senhor, de boa aparência, São Judas Tadeu foi um dos primeiros a receber o chamado para ser apóstolo e seguir toda a sua vida, sem hesitação e com firmeza heróica, junto ao Senhor.

Sua existência, durante a vida pública de Jesus, foi semelhante à dos outros Apóstolos. Seguiram o Mestre em sua viagem pelas terras palestinas e permanceram ao lado de Jesus nos dias que antecederam a crucificação. Foi então um dos doze apóstolos que estavam com Nosso Senhor, na Última Ceia. Ele é quem perguntou: “Senhor, qual é a causa porque te hás de manifestar apenas a nós, e não ao mundo?” (São João 14:22). Em resposta Nosso Senhor disse: “Dou-vos a minha paz; não vo-la dou como a dá o mundo; não se turbe o vosso coração, nem se assuste” (São João, 14:27,28).

De acordo com o Martirológio Romano o campo de trabalho apostólico de São Judas foi enorme: primeiro evangelizou a Judeia; em seguida, Mesopotâmia e Pérsia, levando à toda parte a luz da verdade.

Foi de uma dessas províncias que o Apóstolo dirigiu uma carta aos fiéis; num estilo vivo, incita-os a lutar contra os heréticos, por causa de suas blasfêmias, injustiças de suas falsas doutrinas, por deturparem as questões fundamentais da fé, e darem escândalo nos descaminhos de suas fantasias.

Na Pérsia, juntamente com São Simão, evangelizou as nações bárbaras e, mediante inúmeros milagres, ensinou e converteu à fé os pagãos. Os adivinhos e feiticeiros do lugar, invejosos, incitaram o povo a se revoltar. São Judas e São Simão se recusaram a submeter aos seus deuses e a fazer sacrifícios a eles. Por isso foram martirizados. Estima-se que o martírio deu-se no ano 70 dC A Igreja celebra a sua festa de seu martírio no dia 28 de outubro.

Os restos mortais dos dois Apóstolos foram mais tarde transportados da Babilônia para Roma e depositados na Basílica de São Pedro, na capela ao lado de São Pedro (também conhecida como da penitência), à esquerda da Confissão.

A Igreja e o povo católico, desde o século XVIII, celebra-o e o invoca como patrono dos casos sem esperança, das situações sem remédio, como o santo dos casos impossíveis. Porque a Providência Divina concedeu a São Judas poderes especiais e extraordinários para resolver de modo maravilhoso especialmente os casos particularmente difíceis. Milhares de pessoas, diariamente, recorrem a seu auxílio e em muitas ocasiões suas orações foram atendidas de forma milagrosa, mesmo quando a situação parecia sem esperança.

Seja qual for a doença, pobreza e miséria, a angústia do coração e da alma, até mesmo desespero, pode-se recorrer a este grande santo e beneficiar-se de sua poderosa intercessão.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Santo Inácio de Antioquia

Celebra-se a memória no dia 17/10
Santo Inácio de Antioquia: Aquele que portava Cristo no seu coração

O Coliseu romano guarda até hoje o calor dos feitos heróicos que se passaram em sua arena. Ali, a graça do martírio penetrou profundamente e legou à Cristandade uma de suas mais gloriosas páginas. O exemplo do primeiro bispo de Antioquia encerra toda a doçura e a força com que a Santa Igreja lançou suas divinas raízes.

Quem já teve a oportunidade de viajar para Roma e conhecer seus antiqüíssimos monumentos - obras-primas da inteligência e da capacidade de nossos ancestrais - certamente terá experimentado uma forte atração ao deparar com o anfiteatro Flaviano, mais conhecido pelo nome de Coliseu.

Sólido e bem edificado, com suas galerias de arcos tipicamente romanos, ele atravessa os séculos, insensível ao tempo, como imagem de um passado que poucos sabem admirar. Com efeito, hoje em dia o Coliseu é objeto da incessante curiosidade dos turistas que o visitam durante todo o ano. Muitos formam intermináveis filas para nele ingressar, com o desejo de fotografá-lo e depois vangloriar-se de ter estado num dos locais mais famosos do mundo; outros percorremno com o mero intuito de constatar seu valor artístico e estrutural; poucos são, porém, os que para lá se dirigem na intenção de rezar.

O imperador Vespasiano, invejoso da afetuosa lembrança que o povo guardava a respeito de César Augusto e sabendo que este, antes da sua morte, prometera construir um imenso anfiteatro que excedesse em esplendor todos os edifícios do mundo, concebeu a idéia de realizar este plano e assim rivalizar em fama com aquele seu predecessor. No segundo ano após sua ascensão ao trono (72 d.C.), Vespasiano iniciou sua obra. Entretanto, também a ele não seria dado ver o objeto de suas ambições, e a morte colheu-o antes de ser completada a construção, que só seria dedicada no ano 80 d.C., por seu filho Tito. Este último teve grande parte na ereção do anfiteatro, empregando nos trabalhos aproximadamente 50 mil prisioneiros, trazidos de sua vitoriosa campanha na Judéia.

Construída especialmente para ser palco daqueles jogos de gladiadores que os romanos tanto apreciavam, a gigantesca mole estava, porém, reservada para servir de quadro a combates de fé e de heroísmo muito mais gloriosos do que desprezíveis eram aqueles espetáculos pagãos! Se os divertimentos do Coliseu deixaram uma mancha no passado por causa das horríveis cenas de crueldade ali representadas, outros fatos, sob o ponto de vista sobrenatural, constituem uma das mais belas páginas da história da Santa Igreja.

Pedestal de bem-aventurados

É com espírito de piedade que deve penetrar no Coliseu o verdadeiro peregrino católico. Bastará permanecer em silêncio por um curto tempo, para perceber os imponderáveis e inverossímeis de fé, força e coragem que habitam sob essas numerosas arcadas. É evocativo esse edifício, no qual cada pedra tem um belo fato para contar e até as gramas e os musgos mais recentes desejariam dizer uma palavra sobre aquele passado feito de sangue, dor e glória. Contemplando mais detidamente essa arena, outrora pedestal de tantos bem-aventurados, podemos ainda divisar os compartimentos onde as feras eram mantidas na fome. Vê-se também ao lado destes as celas que aprisionaram os que hoje constituem uma verdadeira legião, no gozo da visão beatífica. Essas veneráveis ruínas, nas quais refulge um misterioso brilho sobrenatural, parecem cantar, ao longo dos séculos, a célebre frase latina: sine sanguine non fit remissio; lembrando aos homens que, para ser verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, é necessário primeiro segui- Lo até as ignomínias do Calvário para depois participar do triunfo da ressurreição. Sim, foi sobre essas pedras benditas, banhadas de sangue católico, que nasceram as raízes da era em que a filosofia do Evangelho dominou sobre todos os povos.

Ouçamos, pois, atentos, um dos emocionantes feitos que esses valos, essas muralhas e arcadas têm a nos narrar.

Inácio, o Teóforo

Corria o ano 106 da era cristã. O imperador Trajano festejava sua vitória sobre Decébalo, rei da Dácia. Querendo manifestar seu reconhecimento aos deuses, a quem atribuía seu recente sucesso, Trajano organizou uma perseguição contra os cristãos que negassem a existência dessas divindades. Entre os condenados estava um venerável ancião, presa de grande valor, - pois se tratava do bispo de uma das cidades de maior importância naquela época - varão que gozava de muita estima e autoridade entre os fiéis da Ásia Menor, por ter sido discípulo do evangelista São João e designado pelo próprio São Pedro para assumir o cargo naquela Igreja: Inácio de Antioquia.

Segundo uma antiga tradição, o primeiro encontro entre o imperador e Inácio dera-se quando este último, sabendo da passagem do césar por sua diocese, fora apresentar-se voluntariamente a ele. Submetido a um interrogatório no qual Trajano tratou-o de "espírito malvado", respondeu o santo com majestade: "Ninguém pode chamar a Teóforo de espírito malvado". "Quem é o Teóforo ou portador de Deus?" perguntaram-lhe."É aquele que leva a Cristo em seu peito..." Instado pelo imperador para que se explicasse mais sobre essa afirmação, o homem de Deus declarou: "Está escrito: ‘Habitarei e andarei no meio deles'" (2 Cor 6, 16). Assim, por essas palavras, ele mesmo dava testemunho de um milagre que viria a ser confirmado após o seu martírio.

Trajano ordenou, pois, que Inácio fosse acorrentado e conduzido a Roma, sob a custódia de dez soldados, para ali ser lançado às feras no anfiteatro Flaviano.

Dolorosa viagem, desfile triunfal

Grande foi a consternação dos fiéis ao conhecerem a sentença que recaíra sobre seu amado pastor. Ele, pelo contrário, regozijava-se e não deixava de dar graças a Deus por ter sido achado digno de tão grande misericórdia. Já antes da partida, embarcando no porto de Selêucia, a notícia de sua detenção espalhara-se por aquelas regiões e de todas as partes acorriam os cristãos para vê-lo passar e dar um último adeus àquele que os precederia no Reino dos Céus. A dolorosa viagem viu-se, então, transformada em verdadeiro desfile triunfal. Em Esmirna, o bispo São Policarpo, acompanhado de seu rebanho, acolheu- o com manifestações de homenagem e respeito. Também as comunidades de Éfeso, Trales e Magnésia foram- lhe ao encontro em grande multidão, desejosas de pedir sua bênção e testemunhar os padecimentos daquele atleta de Cristo. Ele, de seu lado, não esquecera a missão que o Senhor lhe confiara e continuava a exercer seu ministério, apesar de ter as mãos apertadas por grilhões. A muitos batizou pelo caminho, a outros edificou pelas suas palavras cheias de unção, e a um número incontável inflamou na caridade, arrastando-os com seu exemplo a acompanhá-lo no martírio.

Seu zelo incansável levou-o a escrever sete cartas, dirigidas àquelas mesmas Igrejas que tão fervorosamente o haviam recebido. Seus escritos, verdadeiros tesouros de doutrina e espiritualidade, podem ser considerados como "a segunda formulação doutrinária cristã" 1.

Zeloso pregador da doutrina

Uma de suas principais preocupações estava na união que os fiéis deviam manter com Jesus Cristo, através da legítima hierarquia: bispos e presbíteros. Assim, exortava ele na carta aos magnésios: "Esforçai-vos por ficar firmes na doutrina do Senhor e dos apóstolos, para que tudo quanto fizerdes tenha bom êxito na carne e no espírito, pela fé e pela caridade, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, com vosso digno bispo e a bem entretecida coroa espiritual de vosso presbitério, juntamente com os diáconos agradáveis a Deus. Sede submissos ao bispo e uns aos outros como, em sua humanidade, Jesus Cristo ao Pai, e os apóstolos a Cristo e ao Pai e ao Espírito, para que a união seja corporal e espiritual." 2 Em outra passagem, aconselhava a seu amigo Policarpo: "Tem cuidado pela unidade, pois nada há de melhor."3

Ao bispo de Antioquia é devida a honra de ter dado à Santa Igreja, por primeira vez, o glorioso título de católica: "Onde estiver o bispo, ali estarão também as multidões, da mesma forma que onde estiver Jesus Cristo, ali estará a Igreja Católica".

A dolorosa viagem transformou-se em verdadeiro desfile triunfal. Por onde passava as comunidades cristãs iam ao seu encontro em grande multidão, desejosas de pedir sua benção

4 Também foi ele o defensor de um ponto que só viria a ser elevado à categoria de dogma séculos mais tarde: o parto virginal da Santa Mãe de Deus. Assim escreveu aos efésios: "ao príncipe deste mundo foi ocultada a virgindade de Maria, seu parto e também a morte do Senhor".5 Aos seus caros esmirnenses também afirmava: "Crendo de igual modo que verdadeiramente nasceu da Virgem, foi batizado por João ‘para que nele se cumprisse toda a justiça.'" 6

A doutrina de Inácio era clara e segura; ele a haurira dos lábios daquele discípulo a quem tantos mistérios haviam sido revelados ao repousar a cabeça sobre o peito do Verbo Encarnado e nos longos anos de convivência com Maria Santíssima.

"Procuro aquele que morreu por nós!"

Entretanto, se as cartas deste insigne doutor manifestam toda a riqueza de seu ensinamento teológico, uma outra ainda, aquela enviada aos romanos, deixa entrever o sublime ardor de sua alma, elevada aos píncaros da mais pura mística. Tendo-lhe chegado a notícia de que os fiéis de Roma procuravam interpor toda sua influência para afastar dele a mortal condenação, apressou-se em dirigir- lhes, desde Esmirna, uma comovedora súplica: "Tenho escrito a todas as Igrejas e a todas elas faço saber que com alegria morro por Deus, contanto que vós não mo impeçais. Suplicovos: não demonstreis por mim uma benevolência intempestiva. Deixai-me ser alimento das feras, porque, através delas, pode-se alcançar a Deus. Sou trigo de Deus: que seja eu triturado pelos dentes das feras para tornar-me puro pão de Cristo!

Instigai, ao contrário, os animais para que neles encontre o meu sepulcro e nada reste de meu corpo para não ser pesado a ninguém, depois de adormecer. Então serei verdadeiro discípulo de Cristo, quando o mundo não mais vir sequer o meu corpo. Suplicai a Deus por mim, que por este meio me torne uma hóstia para Deus. [...]

Que nada, tanto das coisas visíveis quanto das invisíveis, segure o meu espírito, a fim de que eu possa alcançar a Jesus Cristo. Que o fogo, a cruz, um bando de feras, os dilaceramentos, os cortes, a deslocação dos ossos, o esquartejamento, as feridas pelo corpo todo, os duros tormentos do diabo venham sobre mim para que eu ganhe unicamente a Jesus Cristo! [...]

Procuro aquele que morreu por nós: quero aquele que por nós ressuscitou. Meu nascimento está iminente. Perdoai- me, irmãos! Não me impeçais de viver, não desejeis que eu morra, pois desejo ser de Deus. [...]

Vivo, vos escrevo, desejando morrer. Meu amor está crucificado. Não há em mim um fogo que busque alimentarse da matéria, apenas uma água viva e murmurante dentro de mim, dizendome em segredo: ‘Vem para o Pai!' [...]

Se for martirizado, vós me quisestes bem. Se for rejeitado, vós me odiastes." 7

Expressões de tão heróica caridade só poderiam brotar de um coração tomado pela graça do martírio de maneira superabundante. Com efeito, assim nos explica São Tomás de Aquino: "Entre todos os atos de virtude, o martírio é aquele que manifesta no mais alto grau a perfeição da caridade. Porque tanto mais se manifesta que alguém ama alguma coisa, quanto por ela despreza uma coisa amada e abraça um sofrimento. É evidente que entre todos os bens da vida presente aquele que o homem mais preza é a vida e, ao contrário, aquilo que ele mais odeia é a morte, principalmente quando vem acompanhada de torturas e suplícios por medo dos quais ‘até os próprios animais ferozes se afastam dos prazeres mais desejáveis', como diz Agostinho. Deste ponto de vista, é evidente que o martírio é, por natureza, o mais perfeito dos atos humanos, enquanto sinal do mais alto grau de amor, segundo a palavra da Escritura: ‘Não existe maior prova de amor do que dar a vida por seus amigos.'" 8.

Um lutador resignado só pode ser traidor

Esta excelência da caridade que pervadia o interior de nosso santo, só tendia a crescer à medida em que se sucediam as etapas da viagem que o aproximavam da tão almejada meta. Embarcando no porto de Dirraquio - sempre sob o olhar vigilante dos guardas, os quais ele mesmo chamava de "dez leopardos", a causa dos maus tratos que lhe infligiam - enfrentou uma longa travessia, bordejando o sul da Itália e, por fim, desembarcou em Óstia, a 20 de dezembro do ano 107, último dia das festas públicas que se celebravam em Roma.

Na orgulhosa metrópole dos imperadores comemorava-se ainda o triunfo de Trajano sobre os dácios. Durante 123 dias haviam-se prolongado os espetáculos nos quais morreram 10.000 gladiadores e 12.000 feras. O bispo Inácio era esperado com ansiedade pela turba pagã, pois as vítimas ilustres e de aspecto venerável exerciam maior atração nos jogos circenses. Por isso, os soldados para lá conduziram-no sem demora. Os cristãos receberam-no às portas da cidade, com manifestações de sincera admiração e respeito. Alegravam-se ao vê-lo, mas lamentavam, ao mesmo tempo, que lhes fosse arrebatado tão cedo. Rogaram-lhe, então, que obtivesse de Deus o favor de que algumas relíquias suas lhes fossem deixadas após o martírio. Embora contra sua vontade - pois ele desejava ser devorado por inteiro - o santo varão acedeu bondosamente em fazerse cargo de pedido tão filial.

Arrastando suas cadeias, Inácio atravessou as ruas pavimentadas da capital do império: ao longe podia divisar os imponentes muros do Coliseu dominando o vale, circundado pelos montes Palatino, Esquilino e Célio. Aquele edifício representava para ele o termo de seus anelos, a realização de suas esperanças mais íntimas, a consumação de seu holocausto. Caminhava apressadamente, não com a resignação de um condenado, mas impelido pelos ardores de entusiasmo que não mais cabiam dentro de sua alma, convicto de que o lutador resignado é traidor. Aquele edifício servir-lhe-ia de túmulo e de altar, ao passo que seria o pedestal de onde seu espírito voaria ao céu.

"Desejaria ser triturado como o trigo"

Uma numerosa multidão acorrera ao Coliseu para presenciar o sangrento espetáculo e se deliciar com o destroçamento do corpo do mártir. Este, sereno e alegre, não manifestou a menor vacilação quando as grades foram abertas e entrou no vasto anfiteatro, à espera do trágico momento em que as bestas ferozes fossem soltas. As vaias e os escárnios daqueles pagãos para ele nada significavam. Pelo contrário, eram-lhe uma razão a mais para crer na invisível coorte de bem-aventurados a esperá-lo com uma palma e uma coroa.

Ouve-se um hurra na turbamulta, sucedido por silêncio e um grande suspense: os famintos leões irromperam na arena e, impetuosos, avançaram sobre a pura e inocente vítima para devorá-la. Entretanto, com a majestade e império que possuem as almas tomadas pelo Espírito Santo, o mártir estancou-as a meio caminho, com um simples gesto de mão.Num movimento solene, ajoelhou-se e, elevando os braços ao céu, clamou em alta voz: "Senhor, aqueles que me acompanharam e que são também vossos filhos, pediram-me que rezasse a fim de que algo lhes sobre deste martírio, para estímulo de sua fé. Eu, porém, desejaria ser triturado como o trigo para vos ser oferecido como hóstia pura. Senhor, fazei a vontade deles e também a minha, eu vos peço".

Após a oração, assistida com estupefação pela horda criminosa e pagã e pelas feras, com respeito, eis que ainda mais grandioso e nobre gesto permitiu a estas últimas sair de seu miraculoso encantamento e dar vazão aos instintos de sua voraz natureza.

Em poucos minutos, lá entravam os gladiadores a agrilhoar aqueles animais que acabavam de saciar seu bestial apetite com as carnes de um novo serafim. A arena vazia, o espetáculo terminado, retirou-se vagarosa e frustrada a assistência. Que demonstração de fé e de nobreza haviam presenciado!

"Põe-me como um selo em teu coração"

Os cristãos por ali ainda permaneceram à espera do cair do sol. E quando o manto da noite passou a cobrir a cidade de Roma, penetraram na arena à procura das poeiras tornadas relíquias ao serem embebidas pelo sangue daquele que agora os precedia na glória celeste.

Um milagre! Encontraram intactos um fêmur e o coração! Tomados de sobrenatural entusiasmo, caminharam sem medir distâncias, rumo às catacumbas e depois de algumas horas, constataram, à luz das lamparinas, outro milagre: num círculo, as veias e artérias do coração do santo mártir, constituíam as célebres palavras: Iesus Nazarenus, Rex iudeorum.

Inácio, o Teóforo, o portador de Deus, atestara seu nome com aquele comovedor prodígio. Seu coração amante fora subjugado e modelado pelo Amado, segundo aquele pedido do Cântico: "Põe-me como um selo em teu coração" (Ct 8, 6). Nem as tribulações, nem as correntes, nem os suplícios, nem a própria morte o haviam podido separar do amor de Cristo. Por sua santa vida, rica em pregações, em caridade e exemplos, assemelhara-se ao Divino Mestre, imitando- o enquanto verdadeiro Pastor das ovelhas. Por sua generosa entrega levada ao extremo da imolação, alcançara para sempre aquela "única coisa necessária" (Lc 10, 42): o convívio eterno com Aquele a quem só procurara na Terra, Jesus!

A este santo varão de Deus bem poderiam ser aplicadas as belas palavras de um autor medieval: "Forte é o amor, que tem poder para privarnos do dom da vida. Forte é o amor, que tem poder para restituir-nos o gozo de uma vida melhor. Forte é a morte, poderosa para despojar-nos do revestimento deste corpo. Forte é o amor, poderoso para nos roubar os despojos da morte e no-los entregar de novo.

Forte é a morte, a ela o homem não pode resistir. Forte é o amor que pode vencê-la, embotar-lhe o aguilhão, travar- lhe o ímpeto, quebrantar-lhe a vitória." 9

E uma vez mais caiu a noite sobre a grandiosa mole do Coliseu. As areias do circo pagão, regadas pelo sangue daquele que portara a seu Redentor no peito, transformaram-se de novo em campo arado e fértil, de onde germinariam muitos outros filhos da Esposa Mística de Cristo.

sábado, 6 de outubro de 2012

São Bruno


Hoje (06/10) lembramos o santo que se tornou o fundador da Ordem dos Cartuxos, considerada a mais rígida de todas as Ordens da Igreja, e que atravessou a história sem reformas.

Filho de família nobre de Colônia (Alemanha), nasceu em 1032. Quando alcançou idade foi chamado pelo Senhor ao sacerdócio, e se deixou seduzir. Amigo e admirado pelo Arcebispo de Reims, Bruno, inteligente e piedoso, começou a dar aulas na escola da Catedral desse local, até que já, cinquentenário e cônego, amadureceu na inspiração de servir a uma Ordem religiosa.

Após curto estágio num mosteiro beneditino, retirou-se a uma região chamada Cartuxa com a aprovação e bênção de São Hugo, Bispo de Grenoble, o qual lhe ofereceu um lugar. Isto se deu graças a um sonho que São Hugo teve. Neste sonho, apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso. Após este sonho, o Bispo recebeu a visita de Bruno que estava acompanhado por seis companheiros monges. Ao ver os sete varões, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho e concedeu-lhes as terras onde São Bruno iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus. Com os monges companheiros, observava-se absoluto silêncio, a fim do aprofundamento na oração e à meditação das coisas divinas, ofícios litúrgicos comunitários, obediência aos superiores, trabalhos agrícolas, transcrição de manuscritos e livros piedosos.

Quando um dos discípulos de São Bruno tornou-se Papa (Urbano II), teve ele que obedecer ao Vigário de Cristo, já que o queria como assessor, porém, recusou ser Bispo e após pedir com insistência ao Sumo Pontífice, conseguiu voltar à vida religiosa, quando juntamente com amigos de Roma, fundou no sul da Itália o Mosteiro de Santa Maria da Torre, onde veio a falecer no dia 6 de outubro de 1101.

As últimas palavras foram: "Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue, verdadeiros, de Jesus Cristo".


São Bruno, rogai por nós!

Maria Santíssima nos escritos dos Santos Padres da Igreja


Maria Santíssima nos escritos dos Santos Padres da Igreja

"Os monumentos das Catacumbas não são os únicos que proclamam o culto dos primeiros cristãos a Maria.

A invocação a Nossa Senhora conclui-se dos escritos dos Santos Padres, desde os primeiros, preocupados em demonstrar e defender as prerrogativas da Santíssima Virgem.

Em muitas passagens dos Actos dos Apóstolos, lemos que os cristãos primitivos pediam aos seus irmãos que intercedessem por eles, porque estes irmãos eram discípulos e amigos de Cristo.

Seria inacreditável que não recorressem à intercessão de Maria, a Mãe de Jesus, para alcançarem as suas graças.

Se é verdade que muitos testemunhos vamos encontrar da crença e afirmação das prerrogativas de Nossa Senhora, da sua Maternidade Divina, Virgindade, antes, durante e depois do parto, também é verdade que documentos que nos comprovem em escritos o culto de invocação a Maria, confessamos nos ser difícil encontrá-los.

Isto porque nos ficaram pouquíssimas obras anteriores à paz da Igreja, nos princípios do século IV, e estas eram na sua maior parte livros de apologética e de controvérsias, nos quais dificilmente encontraríamos de modo explícito o culto a Maria.

A princípio Maria ocupa lugar modesto e pouco se fala dela. Não obstante, as afirmações dogmáticas da Santíssima Virgem se encontram desde os primeiros tempos e na falta de documentos escritos da invocação a Maria, delas deduzimos o grande apreço que os fiéis primitivos tinham para com a Mãe de Deus.

A primeira onda mariológica começa na idade apostólica e chega ao seu auge com a definição da Maternidade Divina no Concílio de Éfeso, no ano 431.

Três são as principais ideias mariológicas na época que precede o citado concílio: A Mãe de Deus, a Virgem intacta, a Nova Eva.

No Oriente, os Santos Padres colocam em relevo a maternidade divina. Para Santo Inácio, bispo de Antioquia, Jesus, o Filho de Deus, foi verdadeiramente gerado, segundo a natureza humana, por Maria (Aos Efésios 7,2).

São Justino Mártir escreve que Jesus, que é Deus, tomou de Maria a natureza humana e nasceu dela como homem.

Santo Irineu propõe a mesma doutrina e a comprova com argumentos da Sagrada Escritura e da Tradição Católica.

A Virgindade de Maria foi também defendida pelos Padres da Igreja. Na carta aos Efésios, Santo Inácio afirma a virgindade antes do parto e faz uma alusão à virgindade no parto. São Justino nos deixou documentos com a mesma afirmação. Santo Irineu já afirma explicitamente a Virgindade antes e no parto, e implicitamente depois do parto.

A virgindade perpétua, antes, durante e depois do parto, será afirmada mais tarde por Orígenes. São Pedro de Alexandria será o primeiro a designar Maria com o nome de “Virgem”. Exaltam a perpétua virgindade Santo Efrém, Santo Epifânio, São João Crisóstomo, São Gregório Taumaturgo e outros.

A ideia de Maria, a Nova Eva, encontra-se já no século II em São Justino: "Cristo fez-se homem por meio da Virgem, afim de que a desobediência provocada pela serpente tivesse fim pela mesma via por onde havia começado".

Santo Irineu desenvolve esta ideia e chama a Maria, a Advogada de Eva".

Também alusões à santidade e realeza de Maria encontramos nos Santos Padres. De modo explícito, Santo Efrém diz que Maria é imune de toda a mancha de culpa.

São Gregório invoca a Maria e afirma que por sua intercessão recebera a verdadeira doutrina da fé sobre a Santíssima Trindade. Este facto pareceu tão natural que ninguém se admirou, o que prova que o culto deprecatório à Mãe de Deus não era uma novidade na Igreja.

No Ocidente, a Mariologia foi descrita pelos Santos Padres realçando as prerrogativas de Nossa Senhora. Tertuliano faz da maternidade divina o centro da sua Mariologia. Santo Hipólito Romano é o primeiro a usar o termo "Theotocos", isto é, Mãe de Deus. E a maternidade divina é exaltada por Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Zenon e outros. Em relação à virgindade perpétua, para Santo Hipólito, Maria Santíssima é a Virgem por antonomásia.

Santo Ambrósio faz da Virgindade perpétua de Maria o ponto central da sua Mariologia. O mesmo ensinam outros Santos Padres, como Santo Agostinho, e São Jerónimo, que foi o primeiro e o mais forte apologista da virgindade perpétua de Maria.

Entre os ocidentais foi Tertuliano o primeiro a pôr em relevo a ideia de Maria, a Nova Eva. Santo Ambrósio, no notável paralelismo Eva-Maria, afirma que a Virgem concebeu a salvação de todos. Fala depois sobre a maternidade espiritual e universal de Maria, fundamentando-a na doutrina paulina do Corpo Místico de Cristo, que por Maria tornou-se cabeça universal da humanidade. A ideia de Maria, a Nova Eva, encontra-se também em São Zenon, São Jerónimo e Santo Agostinho. Como Santo Ambrósio, fala-nos Santo Agostinho da maternidade espiritual de Maria, a “Mãe dos membros de Cristo, que somos nós”.

A santidade e realeza de Maria são exaltadas especialmente por Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Jerónimo. Apresentam-na como o modelo das Virgens, imune de qualquer mancha de culpa e sempre "'na luz e nunca nas trevas".

Houve motivos que impedissem um mais notável desenvolvimento da Mariologia na sua primeira fase, isto é, dos tempos apostólicos até ao Concílio de Éfeso. Primeiro, as contínuas perseguições no Oriente e no Ocidente; depois, a atenção dos Padres voltada quase exclusivamente para a figura de Cristo, centro da doutrina cristã; em terceiro lugar, os erros cristológicos daqueles tempos. Estes erros, destruindo o verdadeiro homem, o verdadeiro Redentor, comprometiam também indirectamente em Maria a qualidade de Mãe, de Virgem e de Nova Eva.

Contra os docetas que negavam a verdadeira humanidade de Cristo, os Padres opuseram a real maternidade de Maria.

Contra os arianos que negavam a divindade de Jesus, opuseram o seu nascimento virginal, prodigioso. Contra o falso conceito de mediador e a multiplicidade de mediadores, opuseram o plano divino no qual o novo Adão, Único Mediador perfeito para reconciliar Deus com os homens, está associado à nova Eva, em oposição ao primeiro Adão e à primeira Eva que com o pecado afastaram Deus dos homens.

Embora sem carácter de novidade, o que prova a existência anterior do culto a Maria, a sua devoção espalhou-se extraordinariamente, quando o III Concílio Ecuménico, celebrado em Éfeso, em 431, profligando as heresias de Nestório e seus sequazes, definiu a Maternidade Divina de Maria.

No ano seguinte, o Papa Sixto III consagrava em Roma a patriarcal basílica de Santa Maria Maior. Igrejas e Santuários levantaram-se por todo o mundo em honra da Santíssima Virgem, Mãe de Deus. Na liturgia da Igreja introduziram-se as grandiosas festas de Nossa Senhora, Rainha e Senhora do Universo.

Assim se explica a devoção a Maria Santíssima, cujas raízes se lançaram no início do cristianismo. O que cremos de Maria, o que honramos em Maria, é aquilo, exactamente o mesmo, nem mais nem menos, que os nossos antepassados na fé creram e veneraram desde a origem da Igreja: a Maternidade Divina e a Maternidade de graça de Maria, a Mãe de Cristo Jesus e a Medianeira da salvação."

(Cónego Paulo Dilascio, “As mais belas Histórias do Cristianismo”)

fonte: http://missaomariaachamadepentecostes.blogspot.com.br/2011/02/santos-padres-da-igreja-e-maria.html